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segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Semana do escalpelamento termina com ação de saúde em Belém

A campanha iniciou no último dia 21, e realizou diversas ações nos municípios que historicamente registram casos desse tipo de acidente
Com o tema “Defesa da vida e sensibilização para a segurança do transporte em nossos rios, furos e igarapés paraenses”, neste domingo, 27, na Praça da República, em Belém, Pará, a Coordenação Estadual de Mobilização Social da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) realizou o encerramento da 3ª Semana Paraense de Enfrentamento aos Acidentes de Motor com Escalpelamento.

Com a parceria da Coordenação Estadual de Hepatites Virais, a ação ofereceu testes de Hepatites B e C, teste de HIV/Aids e Sífilis. Além de orientações e distribuição de material educativo, a programação também contou com a participação especial do Arraial do Pavulagem.
“Aqui estamos ampliando a sensibilização e a abordagem de parceiros, para que cada pessoa torne-se multiplicadora e vigilante das precauções sobre os acidentes de motor com escalpelamento. Quase todo paraense necessita andar de barco uma vez ou outra, então essas orientações são fundamentais para toda população em geral”, disse Socorro Silva, coordenadora estadual de Mobilização Social da Sespa.
A campanha iniciou no último dia 21, e realizou diversas ações nos municípios que historicamente registram casos desse tipo de acidente, como Abaetetuba, Limoeiro do Ajuru, Curralinho, Breves, Portel e Bagre. A programação contou com roda de conversa com trabalhadores de saúde, cobertura de eixo de motor, abordagem aos barqueiros e curso de Capacitação em Tecnologias em Saúde no uso de curativos industrializados para atendimento de Urgência e Emergência de Lesões das Vítimas.
“O objetivo da campanha foi reforçar a necessidade contínua de convencer a população a adotar estratégias para evitar o acidente com escalpelamento, causado pelo eixo exposto dos motores das embarcações que, ao enroscar e puxar os cabelos de meninas e mulheres adultas, arranca parte ou todo o couro cabeludo, podendo levar à morte”, concluiu Socorro Silva.
Dados - O Arquipélago do Marajó e o oeste paraense são regiões que lideram as procedências das vítimas de escalpelamento. A lista é composta por 42 municípios. Mas o balanço dessas ocorrências mostra a eficácia do trabalho que vem sendo feito: de 1982 até dezembro de 2014 foram registrados 409 casos de escalpelamento, contra 11 em 2015, seis em 2016 e nenhum até a primeira quinzena de agosto 2017.
O encerramento contou com a presença dos representantes da Comissão Estadual de Enfrentamento aos Acidentes com Escalpelamento (CEEAE), composta pela Marinha do Brasil, Fundação Santa Casa de Misericórdia, Defensoria Pública do Estado, Secretaria de Estado de Transportes (Setran), Capitania dos Portos, Ministério Público do Estado, Sindicato dos Médicos do Estado, Sociedade Paraense de Pediatria e Secretaria de Estado de Educação (Seduc), entre outras entidades parceiras.





Agência Pará

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