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quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Pará já soma 29 policiais mortos neste ano

Pará já soma 29 policiais mortos neste ano (Foto: Ney Marcondes)
Edwilson Silva foi baleado e morto na terça. Ele foi o 29 PM morto só neste ano, no Pará (Foto: Ney Marcondes)
O cenário não é de brincadeira e assusta. Já são 29 policiais militares assassinados no Pará, entre 1 de janeiro a 17 de outubro de 2017, segundo a Associação dos Cabos e Soldados da Polícia Militar e Bombeiro Militar do Estado. A estatística também revela o aumento de 11,53% de casos de homicídios e latrocínios contra PM's entre 2016 e 2017. Isso porque no ano passado o número de policiais mortos de forma violenta chegou a 26 casos registrados. Considerando os dados de 2017, obtém-se uma média de um policial assassinado a cada 10 dias - 9,89 para ser mais exato – em território paraense.
O caso de violência mais recente contra policiais militares foi registrado na manhã de ontem (17), no bairro São Francisco, em Marituba. O cabo Edwilson Pacheco da Silva, 28, tentou impedir o assalto a um caminhão de distribuição de cosméticos e acabou sendo morto pelos bandidos. No último dia 13, o sargento Antônio Carlos Magalhães, que atuava no Comando de Operações Especiais da PM, foi morto a tiros enquanto estava numa operação para capturar suspeitos de terem assaltado a uma agência bancária, em Curuçá, nordeste paraense.

UM EM CADA CINCO MILITARES FOI MORTO EM CASA OU PRÓXIMO A ELA

Dos 29 militares assassinados este ano, no Pará, pelo menos seis foram mortos dentro da própria casa ou quando estavam próximos a elas, segundo é possível constatar entre os casos acompanhados pela Associação dos Cabos e Soldados. As estatísticas da entidade que representa os militares também aponta que entre janeiro e outubro deste ano, pelo menos 4 policiais militares foram vítimas de latrocínio (roubo seguido de morte) e 2 morreram em confronto com bandidos, durante o serviço.

Outro ponto observado entre as estatísticas da associação é que um grande número de policiais que foram mortos de forma violenta não estava de serviço na hora do crime. Alguns, inclusive, estavam atuando como seguranças particulares como forma de ganhar uma renda extra.

Arriscar-se a fazer bico é algo que muitos policiais precisam fazer para garantir o sustento digno da família uma vez porque o governo não reajusta o salário dos policiais todo ano, como prevê a lei de soldos. A Associação dos Cabos e Soldados reconhece a existência disso e acrescenta que ao fazer isso os próprios policiais se colocam em uma situação de vulnerabilidade.

OUTROS DADOS

Na prática, todos os dados levantados pela Associação de Cabos e Soldados da PM e BM do Estado do Pará apontam que somente este ano o número de militares mortos chega 35 policiais. No entanto, deste total 29 foram vítimas de latrocínios ou homicídios. Os seis restantes morreram vítimas de acidente de trânsito ou de outras causas.

Na listagem consta ainda a morte do policial civil Kleber Kleuson Moraes, em fevereiro deste ano. Ele chegava em casa, no bairro do Telégrafo, em Belém, quando foi morto.

A Associação de Cabos e Soldados PM e BM acompanha ainda 18 ocorrências de militares feridos por arma de fogo este ano no Pará. Entre estas ocorrências está do Sargento PM Lucivaldo, 6º Batalhão de Policiamento Militar, que em março deste ano foi vítima de um atentado no bairro do Icuí, em Ananindeua.

Entre os policiais que foram feridos este ano, estão o sargento PM Valdemir Nunes, do 20º Batalhão de Polícia Militar (BPM), ferido durante uma abordagem policial; e o investigador Marco Valério Guedes, alvejado com 2 tiros durante uma operação policial, em Ananindeua.








(Denilson D'Almeida e Alice Martins Morais/Diário do Pará)

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