Na última semana, o Correio acompanhou a rotina da prostituição em quatro das 12 cidades sedes da Copa do Mundo. Em muitas delas, o poder público até tentou disfarçar e retirou as garotas de programa dos pontos habituais, mas o mercado do sexo também tem prosperado nesses dias de Mundial. Mantidos bem longe das suntuosas arenas erguidas para o espetáculo do futebol, homens, mulheres, travestis e transexuais enfrentam as dificuldades do idioma decorando frases e usando mímicas e até sonham em ir embora com visitantes do hemisfério norte. Para alguns, a Copa não alterou a dureza da labuta noturna. “Está a mesma coisa”, foi a resposta mais frequente ouvida pela reportagem em Brasília. Outros tentam tirar proveito: “Tinha quem cobrasse o valor de um ingresso da Copa. Agora, voltamos ao normal”, contou uma travesti de Fortaleza.