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quarta-feira, 26 de julho de 2017

Após reportagem, policiais acusados de espancar jovem até a morte são presos

Três militares e um agente de Polícia Civil irão permanecer presos até o dia do julgamento
Jovem morreu no Pronto Socorro da capital/FOTO: cedida pela família
Os policiais militares Sandro, Adenildo e Nunes, do município de Acrelândia, no interior do Acre, tiveram a prisão preventiva decretada nesta quarta-feira (26). Ambos são suspeitos de serem responsáveis pela morte de um jovem identificado como Edimilson Simão Rocha, 29 anos, que teria sido brutalmente espancado pelos militares, e morreu 6 dias depois no Pronto Socorro de Rio Branco. Um outro militar e um agente civil também foram presos.

Em reportagem produzida pelo jornal Folha do Acre, no dia 7 de julho deste ano, a irmã da vítima denunciou a truculência que teria sido praticada pela guarnição em uma abordagem no dia 30 de junho, na região central daquela cidade. Mirian Rocha contou que o irmão foi agredido a pauladas, chutes e sofreu sérias consequências que evoluíram ao óbito. Agora ela diz estar confiante que os responsáveis pela morte de Edimilson serão penalizados.
No Boletim de Ocorrência, os militares relataram que foram acionados por um popular informando que o homem estava armado com uma faca correndo nas ruas causando pânico nas pessoas. Os policiais também diziam, que ao se aproximarem de Rocha, ele pegou uma barra de ferro e ameaçou a guarnição, que usou uma arma de choque para contê-lo, e que após ser apresentado na delegacia foi liberado.
A causa da morte consta no atestado de óbito como edema cerebral, traumatismo craniano, além de dilaceração do fígado e outros órgãos. Nossa reportagem conversou com Mirian na tarde de hoje e ela disse que está confiante e espera que a justiça seja feita. A decisão pela prisão dos quatro policiais foi assinada pelo promotor de Justiça do Ministério Público do Acre (MPE/AC), Teotônio Soares, titular da Comarca de Acrelândia.
“Eles mataram meu irmão mesmo. A gente tá feliz porque está sendo feita justiça. Não vai trazer nosso irmão de volta, mas eles vão pagar pelo que eles fizeram com meu irmão. O promotor que tá mexendo nesse caso é muito competente, não esperava que iria ser tão rápido assim. Isso serve para outras famílias, para que eles não voltem a fazer isso com outros jovens”, disse.


Folha do Acre


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