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quinta-feira, 27 de julho de 2017

Servidoras são infectadas com HIV em hospital de Rondônia e ganham ações na justiça

Servidoras são infectadas com HIV em hospital de Rondônia e ganham ações na justiça
Embora o processo tenha tramitado em sigilo na Justiça do Trabalho, a nossa redação teve acesso à ação movida por uma servidora contra a prefeitura de Vilhena, Rondônia, após ter sido contaminada pelo vírus HIV no Hospital Regional. O caso aconteceu em 2003 e foi encerrado seis anos depois, com vitória da mulher infectada: além dos R$ 160 mil por danos morais, ele receberá salário até se aposentar.

Conforme relatado nos autos, a autora da ação, que ocupava cargo comissionado na época, chegou para trabalhar e, ao recolher roupas de cama na unidade de saúde, teve o dedo espetado por uma agulha. Uma colega dela, ao ser ouvida como testemunha na justiça, disse que no dia do acidente, enfermeiras haviam alertado sobre um paciente soropositivo recebendo atendimento na unidade. A agulha que feriu a vítima teria sido usada neste homem e deixada jogada, ou seja, descartada de maneira completamente errada.
Como era doadora voluntária de sangue, a funcionária pública ficou sabendo ter contraído o vírus após os exames de rotina. Isso três anos depois de ter sofrido o acidente de trabalho.
A prefeitura ainda tentou responsabilizar a própria mulher pelo ocorrido, chegando a alegar que ela poderia ter “pegado” o HIV em suas relações sexuais. Testemunhas e documentos derrubaram esta alegação e a causa foi vencida sem a possibilidade de novos recursos na justiça.
OUTRO CASO É IGUAL
Ao admitir o fato, o atual secretário de Saúde de Vilhena, Marco Aurélio Vasques, revelou que outra funcionária do hospital foi infectada do mesmo jeito, porém, em outro ambiente da unidade. O site não teve acesso a esta ação, também já ganha, e portanto, não soube o valor pago em indenização à vítima. Os nomes das duas mulheres devem ser mantidos em sigilo por recomendação legal.
Vasques disse que, fora os riscos, os prejuízos financeiros decorrentes desta situação é que o fizeram contratar uma empresa especializada na coleta de materiais infectantes na unidade.
O secretário informou que a liminar concedida à empresa vilhenense que tentava impedir a realização do serviço foi derrubada na justiça.





Folha do Sul

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