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terça-feira, 24 de outubro de 2017

Policial acusado de disparar contra turista espanhola é preso por homicídio

Detalhe de um dos tiros, executados pela Polícia Militar do Rio de Janeiro, no veículo que portava a turista espanhola María Esperanza Jiménez. EFE/ Antonio Lacerda.
Detalhe de um dos tiros, executados pela Polícia Militar do Rio de Janeiro, no veículo que portava a turista espanhola María Esperanza Jiménez. EFE/ Antonio Lacerda.
O tenente da Polícia Militar do Rio de Janeiro acusado da morte da turista espanhola na favela da Rocinha foi detido e transferido à prisão, onde esperará seu julgamento por "homicídio qualificado", informaram fontes oficiais.

Davi dos Santos Ribeiro está sendo acusado de disparar contra o carro em que estava a turista espanhola María Esperanza Jiménez Ruiz, que foi ferida no pescoço e morreu ontem na Rocinha.
A vítima, de 67 anos, seu irmão e sua cunhada estavam acompanhados do motorista do carro e de uma guia de turismo, e acabavam de realizar uma visita à comunidade quando o veículo foi alvejado.
A versão inicial da Polícia Militar apontou que o carro passou direto por um controle policial e não respeitou a ordem de parar, mas todos os ocupantes do veículo garantiram que não houve sinal para que se detivessem.
"Foi uma atitude criminosa (do tenente) porque mesmo se o carro tivesse violado uma ordem de parar, a lei não justifica que se dispare contra um veículo, muito menos ocupado por civis", afirmou hoje o delegado de homicídios da Secretaria de Segurança do Rio, Fábio Cardoso.
O carro em que estava María Esperanza, um Fiat Freemont, foi atingido por dois disparos que impactaram no para-lama traseiro e na janela traseira.
Segundo Cardoso, o tiro da janela traseira atingiu María Esperanza no pescoço e seguiu sua trajetória até quase ferir também o motorista, um italiano que reside há quatro anos no Rio.
Além disso, a polícia investiga outro agente da polícia militar que disparou para cima durante a passagem do carro.
Cardoso explicou que o tenente Santos utilizou o seu direito a permanecer em silêncio durante o longo interrogatório ao qual foi submetido nesta madrugada.
O delegado disse ainda que espera ter as conclusões da investigação em um prazo de dez dias.



EFE


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