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quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Pará tem sete cidades em alerta contra a dengue



O Ministério da Saúde divulgou ontem, em Brasília, o novo mapa mostrando a incidência de dengue no país. De acordo com os dados, o Pará vêm reduzindo os casos notificados. Em 2013 foram 8.682 contra 11.346 em 2010. Apesar de serem aparentemente positivos,
os resultados não são exatos, uma vez que a Secretaria Municipal de Saúde (Sesma), não encaminhou o relatório para o Ministério da Saúde. O mapa da dengue é feito com base no Levantamento Rápido de Índice para Aedes aegypti (LIRAa). Os municípios não são obrigados a encaminhar os dados.
O relatório divulgado ontem revela que 157 municípios brasileiros estão em situação de risco para a doença, outros 525 em alerta e 633 cidades com índice satisfatório. O Pará não apresenta nenhum município em situação de risco. Em caso de alerta encontram-se 7 cidades: Itaituba, Benevides, Cametá, Breves, Curionópolis, Salvaterra e Vigia.
O levantamento, elaborado pelo Ministério da Saúde em conjunto com estados e municípios, foi realizado entre 1º outubro e 08 de novembro deste ano em 1.315 cidades e tem como objetivo identificar onde estão concentrados os focos de reprodução do mosquito transmissor da doença.
Nos municípios classificados em situação de risco, mais de 4% dos imóveis pesquisados apresentaram larvas do mosquito. É considerado estado de alerta quando os imóveis pesquisados apresentam índice entre 1% a 3,9% e satisfatório quando fica abaixo de 1%.
O levantamento revelou que três capitais estão em situação de risco: Cuiabá, Rio Branco e Porto Velho. Outras 11 – Boa Vista, Manaus, Palmas, Salvador, Fortaleza, São Luís, Aracaju, Goiânia, Campo Grande; Rio de Janeiro e Vitória - apresentaram situação de alerta e seis estão com índices satisfatórios (Macapá; João Pessoa; Teresina; Belo Horizonte; Curitiba e Porto Alegre). Sete capitais - Belém, Maceió, Recife, Natal, São Paulo e Florianópolis - ainda não apresentaram ao Ministério da Saúde os resultados do LIRAa. A Sesma informou que está concluindo o relatório e que será divulgado assim que for finalizado
Além de ajudar os gestores a identificar os bairros em que há mais focos de reprodução do mosquito, o LIRAa também aponta o perfil destes criadouros. Segundo o levantamento, 37,5% dos focos estão em formas de armazenamento de água, 36,4% em espaços em que o lixo não está sendo manejado adequadamente e 27,9% em depósitos domiciliares.
Esse panorama varia entre as regiões. Enquanto na região Sudeste, 47,9% dos focos estão dentro das residências, no Nordeste, o armazenamento de água é a principal fonte de preocupação, com índice de 75,9%. Já o Sul e o Centro-Oeste têm no armazenamento de lixo o principal desafio, com taxas de 81,2% e 49,7%, respectivamente.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, informou que, para intensificar as ações de vigilância, prevenção e controle da dengue, o governo federal está dobrando o volume de recursos adicionais que serão repassados a todos os estados e municípios brasileiros. Os recursos, segundo o ministro, são para incrementar os investimentos realizados nas ações de vigilância em saúde, que somam R$ 1,2 bilhão. Para o Pará estão sendo destinados R$ 24.886.724,87.
Este montante adicional, segundo Padilha, significa um acréscimo 110% em relação ao que foi transferido em 2012 e contempla todos os municípios do país. No ano passado, foram transferidos R$ 173,3 milhões. Em contrapartida, os municípios precisam cumprir metas como assegurar a quantidade adequada de agentes de controle de endemias, garantir a cobertura das visitas domiciliares pelos agentes e realizar o LIRAa.



Diário do Pará


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