Na ocasião, Marilaine Góes da Costa, de 23 anos, estava
grávida de nove meses quando fez o procedimento. A cirurgia ocorreu no dia 12
de maio deste ano, em Borba, Amazonas. Ela conta ter sido humilhada pelo médico que realizou o
procedimento. “Ele disse que ia fazer cesárea porque já tava ‘cansado de olhar
pra minha cara’. O meu filho nasceu quase morto e o médico disse que não tinha
mais jeito”
Após ser operada e liberada do hospital
dois dias depois da cirurgia, Marilaine passou a sentir fortes dores. Embora
ela estivesse tomando medicamentos, o incômodo não cessava. Foi quando ela
recebeu a orientação de realizar uma nova cirurgia, dessa vez em Manaus, onde
foi diagnosticada com acúmulo de fezes no intestino.
Ela afirma ter voltado para Borba sem ter passado por qualquer
procedimento, e enquanto isso, as dores continuavam. Deixando de andar e até
cuidar do próprio filho, Marilaine conseguiu ir até um hospital na cidade de
Porto Velho por meio das doações de amigos, já que, segundo ela, a prefeitura e
o Estado não deram suporte para a viagem.
Em Porto Velho, ela conta ter ido
diretamente para a unidade hospitalar e teve um choque. Ao invés de acúmulo de
fezes, as dores sentidas por ela foram causadas por uma compressa deixada pelo
médico no dia da cesárea dentro do abdômen.
A vice-presidente da ONG Humanizar, Rachel Geber, disse que
entrou em contato com a jovem oferecendo apoio para acompanhá-la juridicamente.
Ela confirmou que o caso se trata de violência obstétrica.
Veja o relato da Mulher enviado para o Portal CM7, através do
facebook
Portal CM 7
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