Uma semana depois de
agentes da Polícia Federal cumprirem mandados de busca e apreensão na sede do
Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis
(Ibama) em Santarém, Oeste do Pará, novos processos contra funcionários do
órgão e empresários poderão surgir nesta semana. Uma fonte informou que
mandados de prisão podem ser expedidos pela Justiça Federal para serem
cumpridos ainda esta semana. Nossa reportagem esteve na manhã desta
terça-feira, dia 06, na sede da Justiça Federal de Santarém. Na ocasião, o juiz
José Airton de Aguiar Portela não quis gravar entrevista, somente informou que
as investigações estão acontecendo em sigilo, bem como não comentou sobre
possíveis mandados de prisões que podem ser expedidos pela Justiça.
Após
os agentes da Polícia Federal fazerem uma varredura na sede do órgão na semana
passada, onde o atendimento ficou suspenso, o serviço de protocolo voltou a
funcionar na manhã de segunda-feira, 05. Os serviços de denúncias e de
liberação de projetos de manejo florestal, entre outros, estão funcionando
normalmente.
Segundo
uma fonte, a sede do Ibama em Santarém ficará sob inspeção no período de um
mês, para que funcionários sejam ouvidos e documentos sejam analisados, assim
como arquivos de computadores. A gerente interina do Ibama em Santarém, Silvana
Cardins, recebeu nossa reportagem na manhã desta terça-feira, mas não quis
gravar entrevista.
Por
volta de 7h, de terça-feira, 29/04, agentes da Polícia Federal cumpriram
mandados de busca e apreensão expedidos pela 1ª Vara Federal de Santarém, na
sede do Ibama, na Avenida Tapajós, no bairro do Laguinho.
Em
nota, o chefe da delegacia da Polícia Federal em Santarém, Olavo Athayde
Pimentel informou que foi deflagrada Operação Policial com participação do
Ibama e da Polícia Federal, para cumprimento de mandados judiciais expedidos
pela 1ª Vara Federal de Santarém, a qual decretou o sigilo da operação e da
investigação.
O
Ibama de Santarém sofreu uma Intervenção Administrativa para Auditoria Interna,
devido ter sido alvo de denúncias de desaparecimentos de vários documentos.
Segundo
fontes, documentos de processos de Auto de Infração Ambiental (AIA) sumiram sem
explicação e a Justiça Federal determinou que fosse feita a busca e apreensão
desses documentos. Os agentes da PF fizeram uma varredura na sede do Ibama em
Santarém. Residências de vários servidores do órgão também foram vistoriadas
pela Polícia Federal à procura de documentos que desapareceram misteriosamente
da sede do Ibama em Santarém.
Computadores,
documentos impressos, entre outros materiais foram analisados e apreendidos
pela PF, assim como servidores foram vistoriados pelos agentes federais.
O
gerente do Ibama de Santarém, Antônio Hernandes Torres Júnior, foi afastado
temporariamente do cargo. A gerência do órgão em Santarém está sendo ocupada
interinamente por Silvana Cardins, que veio de Belém, após a Superintendência
de Brasília solicitar a inspeção na sede do órgão, no Município.
Um
dos casos é relacionado ao IPL de nº 113/2014, referente ao Processo nº
901-43.2014.21.01.3902, onde o juiz federal Dr. José Airton Aguiar Portela
determinou o mandado de busca e apreensão.
JUSTIFICATIVA: Em contato com a
imprensa de Santarém o superintendente do Ibama no Pará, Hugo Américo Rubert
Schaedler, reforçou que a operação ocorreu de forma conjunta do Ibama com a
Polícia Federal, onde a Corregedoria do órgão levantou diversos processos e
procedimentos que estavam equivocados e que precisam ser apurados. “A Polícia
Federal fez a parte dela na questão judicial. São processos que a gente não
pode falar nenhum tipo de dado porque corre em segredo de justiça. Foi uma ação
onde a Corregedora do Ibama participou comigo e nós abrimos as portas do órgão
em Santarém para buscar os documentos arrolados no processo”, declarou Hugo
Américo.
Hugo
Américo informou, ainda, que a busca judicial acabou depois que a PF cumpriu na
terça-feira, os mandados de busca e apreensão. Ele disse que o Ibama está
fazendo administrativamente um procedimento de correção, onde são levantados
outros procedimentos que precisam ser corrigidos. “Pessoas de Belém e de outros
estados vão passar 30 dias aqui em Santarém fazendo os levantamentos desses
processos. Na medida do possível será restabelecido o atendimento ao público e
se alguém tiver de ser penalizado, não mediremos esforços para punir”, concluir
Hugo Américo.
Hugo
Américo foi procurado por nossa reportagem, nesta terça-feira (06/05), mas não
se encontrava na sede do órgão e sim, no município de Itaituba.
RG 15/O Impacto
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