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quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Feminicídio contra Mayara Amaral mobiliza ativistas em todo país

Pauliane Amaral lamentou a morte da irmã da Bélgica e em um post que já foi compartilhado mais de 49.000 vezes
Mobilizadas pelo caso do assassinato de Mayara Amaral, crime classificado por autoridades como latrocínio em vez de feminicídio, mulheres de outras seis capitais no país sairão às ruas nos próximos dias em protesto. 

Em Florianópolis, onde ocorre o Congresso 13º Mundos de Mulheres & Fazendo Gênero 11, cerca de 10 mil mulheres saíram às ruas nesta quarta-feira (2).
No Rio de Janeiro, o ato acontece nesta quinta-feira (3), a partir das 17h, na Praça Cinelândia, no Centro da cidade. Na próxima sexta-feira (4), acontece em São Paulo, em Campo Grande e Natal. No sábado (5), a manifestação ocorrerá em Curitiba, e na quarta-feira do dia 16, em Goiânia. 
O Caso

Mayara Amaral, uma violonista de 27 anos nascida em Campo Grande, apareceu, no dia seguinte de um ensaio com a banda, em um matagal com o corpo carbonizado e várias marteladas na cabeça. Dois suspeitos foram presos: o músico de 29 anos Luiz Alberto Barros, e Ronaldo Olmedo, de 33, com passagens por tráfico e roubo, segundo a polícia. Um terceiro homem, Anderson Pereira, 31, também com passagens por tráfico e roubo, foi preso por colaborar com a ocultação do cadáver.

Segundo o Atlas da Violência 2016, 13 mulheres morrem por dia no Brasil. O caso de Mayara vem à tona novamente em protestos contra a violência contra a mulher. Ativistas questionam o tratamento do caso pelos jornais locais e a tipificação do crime pela polícia como latrocínio.
O feminicídio foi tipificado como um caso específico de homicídio qualificado apenas em 2015 no país. Enquanto o latrocínio é castigado com uma pena mínima de 20 anos, a pena mínima por feminicídio é de 12 anos. 
Redes Sociais

Pauliane Amaral lamentou a morte da irmã direto da Bélgica e em um post que já foi compartilhado mais de 49.000 vezes, deu relevância internacional ao caso, além de reclamar do uso da imagem da caçula da família pela imprensa.

"Eu vou dedicar o meu luto à memória da minha irmã, e a não permitir que ela seja vilipendiada pela versão imunda de seus algozes. Como tantas outras vítimas de violência, a Mayara merece Justiça – não que isso vá diminuir nossa dor, mas porque só isso pode ajudar a curar uma sociedade doente, e a proteger outras mulheres do mesmo destino", escreveu Pauliane dia 27 de julho.


JB

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