| (Foto: Reprodução) |
Teve início às 9h desta
segunda-feira (12), na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa
(CDH) do Senado Federal, por iniciativa do senador Paulo Rocha (PT-PA), uma
audiência pública sobre a chacina ocorrida na fazenda Santa Lúcia, localizada
na área rural de Pau d’Arco (867Km ao sul de Belém). A propriedade estava
ocupada por trabalhadores sem-terra que pressionam pela reforma agrária.
Um dos primeiros a participar
do debate foi Ricardo Rezende Figueira, padre, professor e doutor em Ciências
Sociais, representante de um grupo de pesquisa sobre Trabalho Escravo da
Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Com autoridade, Ricardo afirmou
que "a história do Pará é uma história de violência", enfatizou, com
inúmeros casos de mortes no campo e mesmo nas áreas urbanas.
Assista ao vivo:
Ainda de acordo com ele, as
mortes que ocorreram em Pau D'Arco foram feitas "por profissionais" e
devem ser investigadas com profundidade. Ele também criticou a inoperância da
Secretaria de Segurança do Estado do Pará, que até o momento não tomou uma
providência de fato sobre o caso.
Participam também da audiência
Rogerio Luz Moraes (Secretário Adjunto de Inteligência e Análise Criminal da
Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social do Estado do Pará); Carlos
Bordalo (Deputado Estadual, Presidente da Comissão de Direitos Humanos da
Assembleia Legislativa do Pará); Osmar Prado (Ator - Representante do Movimento
Humanos Direitos - MHuD); José Líbio de Moraes Matos (Ouvidor Agrário Nacional
do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária - INCRA, Substituto);
Deborah Macedo Duprat de Britto Pereira (Procuradora Federal dos Direitos do
Cidadão) e Astério Pereira dos Santos (Secretário Nacional de Justiça do
Ministério da Justiça).
Polêmica
Após a participação do
deputado Carlos Bordalo (PT) e também do presidente da Comissão de
Direitos Humanos, o senador Paulo Paim, Rogerio Luz Moraes, secretário Adjunto
de Inteligência e Análise Criminal da Secretaria de Segurança Pública e Defesa
Social do Estado do Pará, interrompeu o debate para reclamar do tratamento dado
à situação.
Para ele, todos estariam já
tratando o caso como uma chacina e homicídios, algo que pode ser provado
somente após as investigações. Houve uma breve discussão, encerrada após Paulo
Paim enfatizar que sua opinião deveria ser respeitada, diante de tantas
evidências que apontam para uma ação trágica da Polícia Militar no caso.
A chacina ocorrida no Pará, no
dia 24 de maio, quando dez trabalhadores rurais foram mortos por policiais
civis e militares, motivou a Comissão de Direitos Humanos (CDH) a programar
atividades para evitar que os crimes fiquem impunes e também jogar luzes sobre
o aumento dos conflitos de terra no País. Além de uma diligência na localidade
do massacre, no município de Pau d’Arco. Para participar, via internet, basta
que os interessados mandem comentários ou perguntas por meio do Portal do Senado e do Alô Senado, através do número
0800612211.
DOL
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