Temer reconhece, no entanto, que é algo
complicado e está em discussões iniciais
— Não há isso concretamente. Eu
apreciaria muitíssimo. Se você me disser: “Seria bom?” Seria bom, porque seria
uma maneira de alcançar boa margem de trabalhadores, que serão beneficiados por
isso de um lado, e por outro lado também a economia que fariam, ao invés de
pagar o tributo, iriam gastar isso na economia nacional. Mas é uma coisa
complicada.
O presidente não deu detalhes de quanto
seria essa isenção no imposto ou com que prazos o governo trabalha. Mas, de
acordo com reportagem publicada na edição desta segunda-feira do jornal
"Valor Econômico", a proposta que circula em um grupo restrito no
governo, dobra a faixa de isenção do IRPF, dos atuais R$ 1.903 para R$ 4 mil.
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| Editoria de arte |
Neste ano, esteve livre de pagar o imposto de renda quem recebeu até R$
28.559,70 em 2016, ou R$ 2.379,97 por mês. Temer atribuiu a "mesas,
cadeiras e paredes" do palácio a divulgação da conversa no Palácio do
Planalto sobre uma eventual mudança na tributação.
Ainda segundo o jornal "Valor
Econômico", a proposta de aumento da isenção do imposto já teria sido
discutida pelo presidente Temer com deputados e senadores, inclusive do PMDB,
com quem manteve conversas reservadas nos últimos dias. A proposta é uma
resposta à cobrança de aliados para que o governo faça novo aceno (além da
liberação das contas inativas do FGTS) às classes mais populares para
proporcionar um discurso aos que voltam às urnas em 2018.
TEMER ACENA COM VETO NA REFORMA TRABALHISTA
O presidente declarou também que pode
vetar o ponto da reforma trabalhista que trata de trabalho insalubre para as
mulheres. A reforma foi aprovada pela Câmara e está no Senado. Pelo texto,
grávidas e lactantes serão afastadas se trabalharem com "grau máximo"
de insalubridade. Nos graus mínimo e médio, o afastamento só acontecerá se
houver recomendação médica.
DEFASAGEM DE 83% EM DEZ ANOS
Se a tabela acompanhasse a inflação que
fechou 2015 em 10,67% e em 6,29% no ano passado, a isenção para pagamento do
imposto subiria para R$ 3.460,50 e não os R$ 1.903,98 da tabela atual em vigor.
Com o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) superior a 6% em 2016, o ano
passado registrou a maior defasagem anual dos últimos 12 anos, segundo o
sindicato.
As deduções de dependentes e de
educação também estão muito defasadas e não houve qualquer correção esse ano. O
abatimento dos gastos com dependentes, hoje de R$ 2.275,08 por ano, na verdade
deveria ser de R$ 4.166,16 se a inflação acumulada no período tivesse sido
aplicada. Já o montante deduzido por educação, hoje de R$ 3.561,50, deveria ser
de R$ 6.521,85, pelos cálculos dos auditores.
O Globo


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