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quinta-feira, 3 de abril de 2014

Vítima dos ataques a ônibus em São Luís, Márcio Rony ainda não pode andar


 (Honório Moreira/O Imp/D.A Press)
“Estamos fazendo tudo para não faltar nada para eles. Lá em Gôiania e aqui em São Luís, Maranhão, a família recebe bastante apoio da população”. O relato é da dona de casa Neliete da Cruz Nunes, de 39 anos, irmã do entregador Márcio Ronny da Cruz, 37. Ele foi uma das vítimas do ataque a ônibus ocorrido em janeiro, na capital. Márcio saiu da internação do Hospital de Queimados de Goiânia, mas prossegue com o tratamento ambulatorial para realização de curativos e administração de medicamentos. Ele também inicia esta semana as atividades de fisioterapia. Segundo a irmã, Márcio se alimenta bem, está em bom estado de saúde, mas ainda sente muitas dores e não se locomove.

Com a fisioterapia, a expectativa dos familiares é que ele logo receba alta. “Para o que ele passou a gente considera que ele está muito melhor e se recuperando muito bem. A gente acredita que em poucos meses ele vai estar bem para voltar para São Luís. Vai dar tudo certo”, disse Neliete Nunes.

Em Goiânia, Márcio está acompanhado por duas irmãs e um irmão, este último, viajou semana passada para auxiliar as irmãs nos cuidados. Todos estão hospedados em um seminário e lá recebem ajuda tanto dos seminaristas, quanto da população local, além do reforço enviado pela família que permanece aqui na capital.

“Tentamos falar com eles por esse dias, mas a ligação não tem completado e está muito ruim o sinal. Mas, já sabemos que Márcio está bem melhor e sendo ajudado de todas as formas, graças a Deus”, disse a irmã, que na capital presta suporte à esposa e aos cinco filhos de Márcio. Segundo informações dos irmãos que permanecem em Goiânia, Márcio conversa e ainda tem bastante dificuldade para andar e quando tenta, sente náuseas. “Foram muitos processos cirúrgicos e vários dias desacordado. É tudo novo e muito difícil para ele”, ressalta a irmã.

A mulher e os cinco filhos de Márcio vêm recebendo assistência de familiares e da população. Das doações recebidas ainda há uma boa parte que vem suprindo as necessidades primeiras da família do entregador, segundo a irmã.

“A família ganhou muita coisa e ainda tem pessoas ajudando, então, não vai faltar nada para eles”, disse Neliete Nunes. A irmã agradece às pessoas solidárias e deixa em aberto “para quem ainda puder contribuir, a fim de somar com a família neste momento difícil”. O Conselho Tutelar também dispõe de atendimento aos seis. A reportagem procurou o Hospital de Queimados de Goiânia, no setor ambulatorial, onde Márcio Nunes está em atendimento. O setor informou que, “por orientação da família que o acompanha no tratamento, não estão sendo divulgados boletins do estado de saúde do paciente”.

 (Honório Moreira/O Imp/D.A Press)





O Imparcial 


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