“Estamos
fazendo tudo para não faltar nada para eles. Lá em Gôiania e aqui em São Luís, Maranhão, a
família recebe bastante apoio da população”. O relato é da dona de casa Neliete
da Cruz Nunes, de 39 anos, irmã do entregador Márcio Ronny da Cruz, 37. Ele foi
uma das vítimas do ataque a ônibus ocorrido em janeiro, na capital. Márcio saiu
da internação do Hospital de Queimados de Goiânia, mas prossegue com o
tratamento ambulatorial para realização de curativos e administração de
medicamentos. Ele também inicia esta semana as atividades de fisioterapia.
Segundo a irmã, Márcio se alimenta bem, está em bom estado de saúde, mas ainda
sente muitas dores e não se locomove.
Com a fisioterapia, a expectativa dos familiares é que ele logo receba alta. “Para o que ele passou a gente considera que ele está muito melhor e se recuperando muito bem. A gente acredita que em poucos meses ele vai estar bem para voltar para São Luís. Vai dar tudo certo”, disse Neliete Nunes.
Em Goiânia, Márcio está acompanhado por duas irmãs e um irmão, este último, viajou semana passada para auxiliar as irmãs nos cuidados. Todos estão hospedados em um seminário e lá recebem ajuda tanto dos seminaristas, quanto da população local, além do reforço enviado pela família que permanece aqui na capital.
“Tentamos
falar com eles por esse dias, mas a ligação não tem completado e está muito
ruim o sinal. Mas, já sabemos que Márcio está bem melhor e sendo ajudado de
todas as formas, graças a Deus”, disse a irmã, que na capital presta suporte à
esposa e aos cinco filhos de Márcio. Segundo informações dos irmãos que
permanecem em Goiânia, Márcio conversa e ainda tem bastante dificuldade para
andar e quando tenta, sente náuseas. “Foram muitos processos cirúrgicos e
vários dias desacordado. É tudo novo e muito difícil para ele”, ressalta a
irmã.
A mulher e os cinco filhos de Márcio vêm recebendo assistência de familiares e da população. Das doações recebidas ainda há uma boa parte que vem suprindo as necessidades primeiras da família do entregador, segundo a irmã.
“A
família ganhou muita coisa e ainda tem pessoas ajudando, então, não vai faltar
nada para eles”, disse Neliete Nunes. A irmã agradece às pessoas solidárias e
deixa em aberto “para quem ainda puder contribuir, a fim de somar com a família
neste momento difícil”. O Conselho Tutelar também dispõe de atendimento aos
seis. A reportagem procurou o Hospital de Queimados de Goiânia, no setor
ambulatorial, onde Márcio Nunes está em atendimento. O setor informou que, “por
orientação da família que o acompanha no tratamento, não estão sendo divulgados
boletins do estado de saúde do paciente”.
O Imparcial
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