Uma empresa madeireira de Santarém, oeste do Pará, foi
notificada pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) e pela Secretaria
Municipal de Meio Ambiente (Semma), devido ter atracado uma balsa e
desembarcado carga no Porto da Vila Arigó, o que segundo a Sema, é uma
atividade irregular.
A balsa estava com
aproximadamente 300 m³ no porto, mas devido à notificação não conseguiu descer
toda a mercadoria. O proprietário da empresa terá que procurar um local
adequado para retirar as toras de madeira da balsa.
O sócio proprietário
da madeireira, Liceu Veronese, informou que a embarcação aportou no espaço,
porque durante o período em que o rio está cheio, a balsa não consegue encostar
no local onde normalmente ancora. “O desembarque é feito aqui ao lado, mas a
água está tão alta, que a balsa não conseguiu encostar. Encostou 100 metros
acima, onde tem um espaço que a balsa pôde encostar para fazer o
descarregamento. A solução é o poder público arrumar um porto para desembarque
de madeira que vem pelo rio e não tem onde descarregar. Hoje com o rio alto não
consegue fazer em qualquer lugar”, sugeriu.
Segundo a Semma, o
transporte de madeira pode ser feito, mas não no Porto da Vila Arigó. A empresa
deve ser notificada para fazer o devido reparo da área. “Foi constatado que
está descarregando e ele será notificado pela Semma, no prazo de no máximo 3 ou
4 dias, a fazer o reparo dessa área degradada. A Sema também vai
notificá-los por conta desse descarregamento aqui”, informou a chefe de
fiscalização da Semma, Laurea Sousa.
A chefe de
fiscalização da Semma também informou que os locais onde devem ocorrer esse
tipo de descarregamento são portos particulares ou na Companhia Docas do Pará,
mas muitas empresas do ramo deixam de procurar os pontos adequados para evitar
pagar as taxas de desembarque.
G1/Santarém
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