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sábado, 4 de janeiro de 2014

Polícia Federal encontra carro que pode ser de homens desaparecidos em Humaitá


Trabalho dos militares que buscam pistas de desaparecidos

Homens da Força Tarefa encontraram no final da tarde desta sexta-feira (3), sinais de um veículo queimado que pode ser o mesmo utilizado pelos homens desaparecidos há 20 dias na reserva indígena Tenharim Marmelo, região de Humaitá, amazonas - o professor Steff Pinheiro de Souza, pelo representante comercial Luciano Ferreira Freire e
pelo funcionário da Eletrobrás Amazonas Energia Aldeney Ribeiro Salvador. Eles estão desaparecidos desde o dia 16 de dezembro, quando trafegavam em uma carro modelo picape de cor preta, nas proximidades do quilômetro 130 da Transamazônica (BR-230), dentro da reserva indígena, entre os municípios de Humaitá e Manicoré.

A Polícia Federal (PF) emitiu uma nota na tarde de hoje (3) informando ter encontrado “um lugar de interesse pericial”, onde estava o veículo. 
A PF informou também que peritos criminais foram enviados ao local com a finalidade de realizar exames pertinentes à investigação.
Mobilização

Às 16h desta sexta, funcionários da Eletrobras Amazonas Energia promoveram um mobilização em frente à sede 2 da concessionária (avenida 7 de Setembro, Centro de Manaus). Para os familiares, a falta de informação e os boatos que surgem diariamente, causam danos emocionais e deixam todos apreensivos. 
“Eu creio que vou encontrar meu filho vivo, mas precisamos pedir que as autoridades se dediquem mais nas buscas e nos informem de tudo o que está acontecendo”. O pedido foi feito na tarde de ontem pelo pai de Aldeney, o aposentado Adelino Pacífico Salvador, 72, que participou da mobilização feita por aproximadamente 50 funcionários da Eletrobrás Amazonas Energia e organizada pelo Sindicato dos Urbanitários do Amazonas.
Adelino reclamou da demora para iniciar as buscas e disse ainda ter forças para procurar o filho.
Durante a mobilização, os trabalhadores seguiram caminhando e em veículos, até a sede 1 da empresa, localizada na avenida 7 de Setembro, bairro Cachoeirinha.
Estava prevista a participação de 500 funcionários, mas ao final cerca de 50 pessoas compareceram ao protesto. Segundo o Sindicato dos Trabalhadores Urbanitários do Amazonas, a dispersão se deu porque a concessionária não liberou os seus funcionários para participarem do ato.


A Crítica


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