Homens da
Força Tarefa encontraram no final da tarde desta sexta-feira (3), sinais de um
veículo queimado que pode ser o mesmo utilizado pelos homens desaparecidos há
20 dias na reserva indígena Tenharim Marmelo, região de Humaitá, amazonas - o professor
Steff Pinheiro de Souza, pelo representante comercial Luciano Ferreira Freire e
pelo funcionário da Eletrobrás Amazonas Energia Aldeney Ribeiro Salvador. Eles
estão desaparecidos desde o dia 16
de dezembro, quando trafegavam em uma carro modelo picape de cor
preta, nas proximidades do quilômetro 130 da Transamazônica (BR-230),
dentro da reserva indígena, entre os municípios de Humaitá e Manicoré.
A Polícia Federal (PF)
emitiu uma nota na tarde de hoje (3) informando ter encontrado “um lugar de
interesse pericial”, onde estava o veículo.
A PF informou também que
peritos criminais foram enviados ao local com a finalidade de realizar exames
pertinentes à investigação.
Mobilização
Às 16h desta sexta,
funcionários da Eletrobras Amazonas Energia promoveram um mobilização em frente
à sede 2 da concessionária (avenida 7 de Setembro, Centro de Manaus). Para os
familiares, a falta de informação e os boatos que surgem diariamente, causam
danos emocionais e deixam todos apreensivos.
“Eu creio que vou encontrar
meu filho vivo, mas precisamos pedir que as autoridades se dediquem mais nas
buscas e nos informem de tudo o que está acontecendo”. O pedido foi feito na
tarde de ontem pelo pai de Aldeney, o aposentado Adelino Pacífico Salvador, 72,
que participou da mobilização feita por aproximadamente 50 funcionários da
Eletrobrás Amazonas Energia e organizada pelo Sindicato dos Urbanitários do
Amazonas.
Adelino reclamou da demora
para iniciar as buscas e disse ainda ter forças para procurar o filho.
Durante a mobilização, os
trabalhadores seguiram caminhando e em veículos, até a sede 1 da empresa,
localizada na avenida 7 de Setembro, bairro Cachoeirinha.
Estava prevista a
participação de 500 funcionários, mas ao final cerca de 50 pessoas compareceram
ao protesto. Segundo o Sindicato dos Trabalhadores Urbanitários do Amazonas, a
dispersão se deu porque a concessionária não liberou os seus funcionários para
participarem do ato.
A Crítica
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