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segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Mato Grosso: Após recusas, juiz nomeia advogado dativo para defender assassino de juíza



O juiz substituto da Comarca de Alto Taquari, Luis Felipe Lara de Souza, nomeou um advogado dativo para defender o enfermeiro Evanderly de Oliveira, acusado de assassinar a tiros a juíza Glauciane Chaves de Melo, 42, dentro do Fórum, em junho do ano passado.
A decisão foi tomada após a subseção da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), informar a recusa dos profissionais que atuam na cidade em defender o acusado. O advogado dativo é nomeado quando o denunciado não tem condições de arcar com as custas processuais e honorários, que por sua vez, serão custeados pelo Estado.

Ainda na decisão o magistrado mandou certificar o trânsito em julgado da sentença de pronúncia, para que possa marcar a data do júri popular em que o enfermeiro vai a julgamento. 

Evanderly foi denunciado pelo Ministério Público Estadual (MPE) por homicídio triplamente qualificado e porte ilegal de arma. 

De acordo com a denúncia, o homicídio foi praticado por motivo torpe, com utilização de recurso que dificultou a defesa da vítima e ainda expôs a perigo comum os servidores que trabalham no Fórum e os moradores próximos ao local do crime. 

Dos três disparos deflagrados, dois atingiram a vítima na parte de trás do crânio, sendo que um dos projéteis ficou alojado na região nasal da vítima. 

“Pelo que se pode inferir dos laudos periciais, quando a vítima foi atingida, ela se encontrava de costas para o denunciado, dificultando a sua defesa. Na parte posterior à sala, onde o corpo da vítima foi encontrado, há janelas de vidro que dão acesso à parte externa do Fórum e há residências habitadas que se posicional de fronte às janelas. Desta forma, percebe-se que a conduta do denunciado expôs a perigo comum os servidores que trabalham no Fórum e ainda transeuntes e moradores próximos ao local do crime”, diz um trecho da denúncia. 

O assassinato 

Glauciane Melo foi assassinada com dois tiros na cabeça. De acordo com a PM, ela estava no Fórum da cidade quando foi surpreendida por seu ex-marido - que tinha livre acesso ao local. Eles tiveram uma discussão e logo em seguida foram ouvidos os disparos. Ele fugiu a pé. 

O segurança do Fórum chegou a persegui-lo e fazer alguns disparos na direção dele, que se escondeu entrando em um matagal. A arma utilizada no crime – um revólver calibre 38 - foi encontrada pela polícia no gramado do Fórum de Alto Taquari. 

O corpo da magistrada foi trazido para Cuiabá para necropsia e velado por ao menos duas horas no Tribunal de Justiça. 

Logo depois seguiu de avião para Minas Gerais. O sepultamento ocorreu no dia 9 de junho no Parque Renascer, em Contagem, região metropolitana de Belo Horizonte.





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