Gustavo
Feijó é acusado de envolvimento com caixa 2. Seu filho, presidente da Federação
Alagoana de Futebol, foi preso por posse ilegal de arma
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| Executivo da CBF também é prefeito de Boca da Mata (AL) (Vagner Rosário/VEJA.com) |
A Polícia Federal realiza
nesta sexta-feira a Operação Bola Fora contra
o vice-presidente da Confederação Brasilera de Futebol (CBF)
e prefeito do município alagoano de Boca da Mata, Gustavo Feijó (PMDB). A
investigação apura a prática de “caixa 2” na campanha eleitoral. Os mandados de
busca e apreensão foram expedidos pelo Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas,
a pedido do Ministério Público Eleitoral.
O presidente da Federação Alagoana de Futebol, e
filho de Gustavo Feijó, Filipe Feijó, foi preso na manhã desta sexta por posse
ilegal de arma. Vinte policiais federais da Superintendência Regional da PF de
Alagoas participaram da operação. De acordo com a PF, o material reunido na
investigação será levado à Superintendência Regional de Polícia Federal em
Alagoas, onde será analisado.
A
investigação da PF começou depois que o Estado de Alagoas foi citado na CPI do Futebol, que investiga irregularidades em
contratos assinados pela CBF para a realização de partidas da seleção
brasileira. Uma troca de e-mails entre o dirigente e o presidente da CBF, Marco Polo del Nero, dava indícios de que Feijó teria
sido beneficiado em sua campanha.
A partir do
compartilhamento de provas com o Departamento de Polícia Federal, por meio do
Requerimento n. 118/201579, a CPI do Futebol tomou conhecimento de milhares de
dados contidos em um notebook utilizado por Del Nero e apreendido por ocasião
da Operação Durkheim.
Após a análise dos e-mails, anexos, imagens e
arquivos encontrados no material digital, a CPI identificou mensagens com
indícios de financiamento de campanha não declarado à Justiça Eleitoral, em
favor de Gustavo Feijó, então candidato às eleições municipais de Alagoas em
2012. Feijó ocupou por muitos anos a presidência da Federação Alagoana de
Futebol (FAF), assumindo o posto de vice-presidente da CBF em 2015.
Veja (Com Estadão Conteúdo)

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