| Número de crianças e adolescentes trabalhando ainda é grande no Pará, apesar da queda no trabalho infantil. (Foto: Fernando Araújo) |
O trabalho infantil no Pará e na Região
Norte apresentou uma queda significativa, entretanto, o número de crianças e
adolescentes trabalhando em todo o Norte ainda é muito grande. Os dados são de
um estudo realizado pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos
do Pará (Dieese/PA) e divulgado nesta sexta-feira (9).
Mesmo em
queda, fatores como baixa remuneração das famílias e falta de melhores
oportunidades para os pais continuam contribuindo para o que o trabalho
infantil ainda apresente números expressivos, principalmente em relação a
crianças e adolescentes de 5 a 17 anos.
Segundo o
Dieese/PA, no Pará, de um total
168.421 crianças e adolescentes de 5 a 17 anos, cerca de 85.426 (50,7%) estavam
ocupadas no trabalho agrícola, sendo 82,3% homens e 17,7% mulheres, e o
restante 82.995 (49,3%) trabalhavam no setor não agrícola, correspondendo a
63,9% homens e 36,1% mulheres.
A Segunda
maior concentração na Região Norte de trabalho de crianças e adolescentes entre
05 a 17 anos (em números absolutos) estava no Estado do Amazonas com o total de
60.200 pessoas ocupadas, equivalente a 19,35% do total do Norte, seguido do
Estado de Rondônia, Tocantins, Acre, Roraima e Amapá.
De acordo
com o Dieese/PA, no caso especifico do Pará o número de crianças e
adolescentes de 05 a 17 anos ocupados em 2014 era de 223.998 pessoas e caiu
para 168.421 pessoas em 2015 com recuo de 24,81%, entretanto, o trabalho
infantil continua com indicadores preocupantes, "mesmo com todos os
esforços efetuados por grande parte de entidades da sociedade e de algumas
politicas publicas voltadas para a situação".
O Dieese/PA destaca a implementação,
ampliação e agilização de políticas públicas especificas voltadas para as
crianças e adolescentes, que segundo o estudo, seriam "fundamentais para a
contínua mudança deste quadro, principalmente em momentos conjunturalmente
difíceis como os vivenciados atualmente".
DOL
Nenhum comentário:
Postar um comentário