Simone Santos, 46 anos, começou a batalha nas ruas ao ver a tristeza da
jovem por não ter condições de pagar o curso. Ela vive em um galpão em meio ao
material recolhido, em Anápolis.
| Simone batalha nas ruas para ajudar a filha a se formar (Foto: Reprodução/ TV Anhanguera) |
Aos 46 anos, Simone Domingues Fonseca
Santos batalha nas ruas como catadora de materiais recicláveis para que a filha
Haiane Domingues dos Santos se forme em direito, em Anápolis, a 55 km de
Goiânia, Goiás. Mãe de duas jovens, ela diz que faz qualquer coisa para realizar o
sonho das filhas.
“Quando estou
pegando o que é resto das pessoas, que elas pensam que não tem valor, o valor é
grande porque por meio disso estou realizando o sonho das minhas filhas, elas
são a razão do meu viver, se continuarmos unidas, vamos vencer todas essas
dificuldades”, disse em entrevista à TV Anhanguera.
Simone começou
a trabalhar como catadora no ano passado, ao ver a tristeza de Haiane por não
ter condições financeiras de bancar o curso sozinha.
“Ela passou no
vestibular para o curso de direito e no mesmo instante se entristeceu. Disse:
‘Não adianta nem eu seguir porque não vou dar conta de pagar’. Falei: ‘Não. Vou
fazer alguma coisa para te ajudar’”.
De acordo com Simone, ela não deseja
que a filha passe pela mesma situação que ela, pois a catadora iniciou o curso
de pedagogia, mas não teve com concluir. “Eu sei o tanto que é gratificante
para a gente prestar um curso e conseguir chegar ao fim porque eu já fiz
pedagogia, mas não cheguei a concluir. Por isso, dou força para ela chegar ao
final”, afirma.
Para
economizar, Simone alugou um galpão para morar e guardar os materiais
recolhidos. Já as filhas, vivem em uma quitinete de um cômodo. “É
desconfortável, mas nesse momento o objetivo maior é pagar a faculdade dela,
que é R$ 714, tem livros também”, destacou.
Simone reconhe
que a rotina não é fácil, mas a fé faz com que ela não desista. “É só confiar
que Jesus está ali, te guiando. Já senti ele, ele já um puxou o carrinho para
mim, sei que a força não era minha, não daria conta”, conclui.
| Simone mora no galpão em que guarda os materiais que recolhe na rua (Foto: Reprodução/ TV Anhanguera) |
G1/GO
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