
O jovem itaitubense Rafael de Sousa, de 26 anos, morava atualmente na cidade de Novo Progresso, Pará, e era casado com
Nelma Alves de Sousa. Segundo informações de sua esposa, o mesmo contraiu a
doença há cerca de 15 dias durante um trabalho que fazia em uma fazenda da
região, porém, os sintomas só apareceram na última sexta-feira (02).
Os primeiros sintomas
foram febre e muita dor de cabeça, a esposa relata que todos achavam que
fosse uma simples virose. No Domingo (04) Rafael foi levado ao hospital,
tomou a medicação, melhorou e voltou pra casa. Já na segunda-feira pela manhã
começou a sentir cansaço e dificuldade pra respirar, foi quando novamente
foi levado ao hospital e constataram a Hantavirose.
O Jovem ainda foi entubado e
encaminhado para um hospital na cidade de Guarantã, mas não resistiu e veio à
óbito na manhã desta quarta-feira (07) por volta das 10:00 horas.
De acordo com a esposa de Rafael, o
mesmo saiu de Itaituba para Novo Progresso há cerca de 03 anos, mas deixou
muitas amizades nesta cidade. Ele era autônomo e fazia diversos tipos de
trabalhos para sustentar a família.
O que é Hantavirose?
Hantavirose é uma enfermidade aguda,
bastante grave, de distribuição universal, provocada por diferentes sorotipos
de Hantavirus eliminados nas fezes, urina e saliva de roedores
silvestres. Na maior parte dos casos, a transmissão para o homem se dá em
ambientes fechados pela inalação de aerossóis (partículas suspensas na poeira)
provenientes das secreções e excretas dos hospedeiros, que funcionam como
reservatórios do vírus. Ela pode também ocorrer pelo contato direto com esse
material infectado ou através de ferimentos na pele, assim como pela ingestão
de água ou alimentos contaminados. Embora menos frequente, mordeduras desses
animais são outra forma possível de contágio. A hantavirose é uma doença de
notificação compulsória e de investigação epidemiológica obrigatória. O
objetivo é localizar os focos de transmissão dessa doença de distribuição
universal, e implantar medidas de controle da zoonose e de tratamento das
pessoas já infectadas.
Não existe tratamento específico para
nenhuma das formas de hantavirose. As alternativas terapêuticas
limitam-se à introdução de medidas de suporte na fase aguda em ambiente
hospitalar, preferivelmente em UTIs. Apesar do risco de morte que
representa, a hantavirose pode ser curada desde que o diagnóstico seja feito
precocemente e os pacientes recebam os cuidados necessários sem perda de tempo.
Portal Giro
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