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| A modelo Taylor Muhl sofre de síndrome rara depois de ter absorvido irmã gêmea no útero Foto: Reprodução Instagram |
A modelo americana Taylor Muhl, de 33
anos, sempre suspeitou de que tinha uma gêmea, mas durante boa parte de sua
vida ela jamais desconfiou que a marca de nascença em sua barriga fosse, na
verdade, um resquício da irmã fundido a seu corpo.
Ela "absorveu" a irmã gêmea
enquanto ainda estava no útero da mãe, devido a uma síndrome rara chamada de
quimerismo. Só que, até 2009, Taylor jamais tinha ouvido falar sobre essa
condição. Naquele ano, porém, ela assistiu a um documentário sobre o tema na
televisão e procurou um médico, que confirmou a suspeita.
"Eu sou minha própria gêmea.
Quando eu nasci, acharam que era uma marca de nascença, mas conforme eu fui
crescendo, fiquei doente várias vezes e ninguém sabia o que eu tinha. Até que
um médico finalmente confirmou o quimerismo", disse.
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| A barriga de Taylor com dois tons de pele Foto: Reprodução |
Taylor contou ao "Daily
Mail" que sempre foi obcecada por gêmeos ao longo de sua infância. Nessa
época, ela ainda não sabia que dividia seu DNA com a irmã gêmea não nascida,
mas sempre desconfiou que tinha algo de diferente.
"Quando eu tinha uns 6 anos,
ficava perguntando para minha mãe se tinha uma irmã gêmea. Ela ficava muito
confusa com isso. Eu até queria brincar de gêmeas com as minhas amigas o tempo
todo, nos vestindo com a mesma roupa", lembrou.
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| Taylor com a barriga colorida ainda bebê Foto: Reprodução Youtube |
Todo o lado esquerdo do corpo de
Taylor é ligeiramente maior que o direito, e ela tem dois sistemas imunológicos
e duas correntes sanguíneas. Mais visivelmente, o torso da modelo é dividido
bem no meio, com o seu tom de pele do lado direito, e o da irmã gêmea do outro.
Ela também sofre com resfriados constantes, enxaquecas e ciclos menstruais
terríveis.
A grande diferença na tonalidade da
pele faz o caso de Taylor ainda mais raro porque a maioria das pessoas
portadoras do quimerismo só apresentam sintomas internos ou têm marcas muito
pequenas.
O quimerismo é uma síndrome
extremamente rara, quando uma pessoa tem duas ou mais linhas celulares
geneticamente diferentes, originadas de diferentes zigotos, formados peja
junção dos cromossomos vindos da mãe e do pai.
O óvulo que gerou Taylor se juntou
com outro óvulo, que seria a sua irmã. O resultado é um óvulo que contém dois
DNAs que se combinaram em Taylor. Isso significa que biologicamente ela é mais
de uma pessoa.
O nome "quimerismo" vem da
palavra quimera, criatura mitológica grega que era uma mutação de mais de um
animal. Segundo um artigo publicado no site "Psychology Today", uma
pessoa gerada a partir do quimerismo de gêmeos de sexo diferetes pode se tornar
hermafrodita. Com gêmeos do mesmo sexo a criança pode ter manchas na pele ou
olhos com cores diferentes, mas fora isso provavelmente terá aparência normal.
Extra



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