A Empresa Brasileira Portos de Santarém (Embraps) que
será responsável pela construção dos portos graneleiros na Grande Área do
Maicá, em Santarém, oeste do Pará, reuniu na manhã deste domingo (6), com
moradores do local para esclarecer dúvidas sobre a instalação do
empreendimento. De acordo com a assessora de imprensa da empresa, Nívea Maria,
o EIA-Rima – Estudo e Relatório de Impactos Ambientais – será concluído até o
fim de 2014.
A reunião foi agendada após os moradores
que moram às margens do Lago do Maicá manifestarem preocupação com os possíveis
danos que podem ser causados à área com a construção dos portos. “É uma área
que deve agregar quatro portos, três empresas multinacionais que vão construir
para exportação de grãos. A nossa preocupação é quanto aos impactos ambientais,
pois sabemos que nos grandes empreendimentos há muitos impactos negativos. Nós
somos a favor, mas desde que seja desenvolvimento sustentável”, defendeu o presidente
do Conselho da Grande Área do Maicá, Adilson Matos.
O projeto de implantação ainda não foi
aprovado. A Embraps está concluindo as pesquisas ambientais e socioeconômicas.
“Viemos trazer informações quanto ao projeto portuário da Área Verde.
Atualmente estamos na fase de EIA-Rima com a equipe socioeconômica praticamente
concluindo a aplicação dos questionários, fazendo levantamento da socioeconomia
e demografia. Deve ser concluído na terça-feira [8], restando apenas o trabalho
de entrevista com as lideranças”, esclareceu Nívea.
egundo a assessora, uma equipe do Museu Goeldi vai
enviar biólogos para fazer as pesquisas na área. Quando o nível do rio baixar,
também serão realizados estudos antropológicos e arqueológicos e uma empresa
foi contratada para fazer as pesquisas de solo.
Benefícios
Sobre os benefícios que os portos podem gerar para a população, Nivea esclareceu que serão em forma de impostos, além dos empregos que serão gerados. “A empresa Embraps tem e interesse em financiar projetos, através das associações, que tenham objetivo coletivo. (...) A associação tem que se fortalecer para que parte dos impostos pagos venha para as áreas que vão ser diretamente afetadas. E as pessoas devem se preparar para ter qualificação e se candidatarem as vagas”, finalizou.
G1/Santarém
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