Vinte e cinco engenheiros agrônomos do
Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) em Santarém, oeste do Pará, paralisaram as atividades por 24
horas durante esta segunda-feira (4). Eles protestam contra redução salarial e
cobrando equipamentos de segurança.
Eles protocolaram denúncia no Ministério Público do
Trabalho com as reivindicações. Segundo os servidores, em 2012, após cem dias
de greve, a categoria não conseguiu reajuste salarial com o governo, e a perda
inflacionária foi aumentando ainda mais as distorções salarias com outras
carreiras e órgãos similares ao Incra. Somente ao final de 2013 o governo
concedeu um reajuste em torno de 15% fracionado em duas vezes para servidores
das atividades.
De acordo com o integrante do movimento,
Deivison Barbosa, o governo não cumpre acordo firmado com a categoria. “A ação
no Ministério Público Federal já é algo que vem tramitando há algum tempo para
que o Incra forneça o nosso equipamento de proteção individual. Um outro motivo
porque houve um corte no nosso salario. O governo fechou um acordo no final de
2013. Esse acordo passou a vigorar e, agora, ele foi cortado. Houve uma redução
nos contracheques”, declarou.
Nota Incra
A superintendência regional do Incra no município informou ao G1 que questões de remuneração fogem da autonomia local, mas esclareceu que advogados do quadro funcional da Advocacia Geral da União (AGU) acompanham a questão dos Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) reivindicados, já que é uma demanda nacional. Sobre a aquisição dos EPIs, o órgão foi informado pela sede, em Brasilia, que um pregão eletrônico foi aberto para a aquisição dos equipamentos. Atualmente, encontra-se em fase de habilitação das empresas interessadas no certame. O G1tenta contato com a presidência do Incra em Brasília para saber sobre a redução salarial dos servidores.
G1/Santarém
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