Sob forte
emoção, os corpos de
Stef Pinheiro de Sousa, 43, Luciano Ferreira Freire, 30, e Aldeney Ribeiro
Salvador, 40, foram enterrados na manhã desta quinta-feira (6), nos
municípios amazonense de Apuí, Humaitá e Manaus, respectivamente. Familiares
acompanharam as últimas homenagens às vítimas, que estavam desaparecidas desde
o dia 16 de dezembro e foram encontrados mortos na última segunda-feira (4),
enterrados na reserva indígena Tenharim-Marmelos.
O corpo do funcionário da
Eletrobrás Amazonas Energia Aldeney Ribeiro chegou à capital amazonense no fim
da tarde de quarta-feira (5), foi velado na Igreja Assembleia de Deus -
localizada no bairro Monte Pascoal, Zona Norte da capital - e enterrado no
Cemitério Nossa Senhora Aparecida, no bairro Tarumã, Zona Oeste.
Os emocionados familiares
do representante comercial Luciano Ferreira participaram da solenidade fúnebre em Humaitá (município localizado a 590
quilômetros de Manaus) e expressaram o desejo de que os suspeitos pelas mortes
não fiquem impunes. Já o professor Stef Pinheiro foi enterrado em Apuí, também
no Sul do Amazonas, onde residia.
Veja galeria com imagens aqui.
Entenda o
caso
Após quase um mês e quinze dias do
desaparecimento das vítimas, cinco índios da etnia Tenharim foram presos suspeitos de sequestrar e matar os
três homens enquanto eles atravessavam a Transamazônica, dentro da reserva
indígena.
Segundo a polícia, os três corpos estavam enterrados em uma única vala e possuíam características de execução
por arma de fogo e foram encontrados pelo cão Horus, do canil da Polícia
Militar do Amazonas (PMAM).
A guarnição foi enviada para a reserva indígena
para ajudar nas buscas dos então desaparecidos. A Polícia Federal de Rondônia
ficou responsável pelo inquérito policial e as tropas do Exército Brasileiro deram apoio à ação que mobilizaram a atenção nacional para a região.
Palco de
conflitos
A população de Humaitá sem notícias sobre as
investigações do desaparecimento das vítimas chegaram a promover um protesto na cidade, incendiando e
depredando prédios de órgãos federais no final do ano passado.
Mais de 3 mil pessoas
foram as ruas e tentaram invadir a sede da Fundação Nacional do Índio
(Funai) usando força bruta na noite do último dia 25 de dezembro. Em questão de
horas, a Casa do Índio, Casa de Saúde do Índio, que fica ao lado do prédio da
Fundação Nacional de Saúde (Funasa) na cidade, também foi completamente
engolido pelas chamas junto com no mínimo quatro veículos que estavam estacionados
em frente à sede da Funai.
Os índios Tenharim
chegaram a negar qualquer envolvimento com o desaparecimento de Steff,
Luciano e Aldeney, que viajavam pela rodovia Transamazônica (BR 230), de
Humaitá rumo a Apuí.
A população acredita que o
crime tenha sido motivado por uma suposta recusa dos três homens em pagar uma
cobrança de pedágio na rodovia que corta a reserva indígena ou represália
devido a morte do cacique Ivan Tenharim, que aconteceu no dia 3 de dezembro do
ano passado.
A Crítica
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